Poucos brasileiros sabem, mas a história do voto feminino no Brasil começou no Rio Grande do Norte. Muito antes de o direito ao voto ser reconhecido nacionalmente, as mulheres potiguares já escreviam um capítulo pioneiro na história da democracia brasileira.
Em 1927, durante o governo de Juvenal Lamartine, o estado aprovou a Lei nº 660, que determinava que não haveria distinção de sexo para o exercício do voto. Na prática, isso colocou o Rio Grande do Norte à frente de todo o país na luta pela participação política feminina.
Foi nesse contexto que, em Mossoró, a professora Celina Guimarães Viana entrou para a história ao solicitar seu alistamento eleitoral, tornando-se a primeira mulher oficialmente registrada para votar no Brasil. Em 1928, ela exerceu esse direito, abrindo caminho para outras mulheres potiguares seguirem o mesmo caminho.
O pioneirismo do estado não parou aí. No ano seguinte, o Rio Grande do Norte também faria história com a eleição de Alzira Soriano, reforçando o protagonismo feminino potiguar na política nacional.
Somente em 1932, durante o governo de Getúlio Vargas, o voto feminino foi reconhecido em âmbito nacional. Mas, quando isso aconteceu, o Rio Grande do Norte já havia mostrado ao país que a participação das mulheres na política não era apenas possível era inevitável.
Com informações livro: Portal da Câmara dos Deputados, Repositório UFERSA, Wikipédia.
Pesquisa e edição: Ricardo Tersuliano – Historiador Independente
e-mail: ricardotersuliano.iaphacc@gmail.com – Colaborador do Blog do Cobra.
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