Origem do nome – O topônimo refere-se a um capim grosso e áspero, o paspalum. Esse tipo de capim é encontrado abundantemente na região onde está situada a praia de Grossos.
Aspectos – A Praia de Grossos ou Prainha possui urbanização, com bares padronizados e espaço para eventos populares. Balsas fazem a travessia de carros atravessando o rio Mossoró até Areia Branca. Merece destaque a influência de ventilação, que propicia bem-estar aos que se deliciam com o local.
Histórico – A região marítima de Grossos passou a ter referência a partir de junho de 1708, quando ocorreu o termo de doação por sesmaria ao coronel Gonçalo da Costa Faleiros, referente às três léguas de longo a partir do Morro de Tibau para o sul e uma para o sertão.
O sargento-mor Antônio de Souza Machado construiu sua casa, em 1770, com cobertura de telhas em gôiva, vindas da Bahia através dos navios que transportavam sal.
A capela do Sagrado Coração de Jesus de Grossos foi erguida em 1892, em terreno doado por Manuel Lopes de Mendonça (Manuel Grande) e reconstruída em 1996.
A salina “Marisco”, instalada em 1900, contribuiu para a evolução social e econômica do município litorâneo de Grossos.
Grossos era distrito de Areia Branca em 1911. Supresso, foi restabelecido em 1938, com dignidade de Vila. Centralizou o ponto nevrálgico de longo conflito de jurisdição com o Estado do Ceará, que a fizera vila (Lei nº 639, de 19 de julho de 1908), desmembrada do município de Acari.
Em 22 de setembro de 1996, o prefeito Francisco das Chagas de Oliveira inaugurou a urbanização da Prainha, local recreativo dotado de infraestrutura, com quatro quiosques administrados pelos comerciantes Antônio Soares de Mendonça (“Tonico do Trapiche”), Rita de Cássia, Flávia Antônia de Oliveira e Lúcia de Fátima, respectivamente.
Registro – Restos da indústria lítica, cerâmica, ossos, fogueiras e alimentação de homens pré-históricos constituem o sítio arqueológico de “Sambaqui”, achado no litoral da cidade de Grossos.
Artesanato – O artesanato revela areia colorida, macramê, renda de bilro, miniaturas em madeira, cultura do mar e do mato, labirinto, produção de lã.
Curiosidade – O pastoril de Grossos ressurgiu em 2001 através da iniciativa de Maria de Brasão. Nas apresentações, a Mestra dirige o cordão encarnado e o Contramestre, o cordão azul. Há ainda a intermediária entre os dois cordões, o anjo, o velho e o pastor. Já o teatro de rua é encenado pelo Grupo de Artes Filhos da Terra, formado por jovens com idade entre 13 e 19 anos, sob a direção de Paulo Reginaldo Silva. Exemplarmente, em Grossos os jovens vão às ruas oferecer cultura.
Praia do município de grossos.
Acesso – BR-304/RN-012.
Distância de natal – 340 km.
Com informações e imagem livro: Praias Potiguares – Miguel Dantas
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