ORIGEM DO NOME – O topônimo tem suscitado, ao longo do tempo, muita controvérsia. Alguns historiadores apontam o termo “Redinha” como originário de Portugal. De Redinha, vila em Pombal, PORTUGAL, cuja toponímia provém de Roda, passando a Rodinha e posteriormente a Redinha. Outros escritores defendem que “Praia da Redinha” vem de “Praia das Redes de Pescar”, depois “Praia da Rede” e finalmente “Praia da Redinha”. De acordo com o nosso Mestre, o maior escritor potiguar de todos os tempos, Luís da Câmara Cascudo, o nome veio de Portugal, inteiro.
ASPECTOS – Redinha dos poetas, dos turistas; Redinha urbana; Redinha humana. O lugar permite a visualização do encontro das águas do Oceano Atlântico com as do Rio Potengi – “o rio grande do norte”. O mar da Redinha tem ondas mansas e formações de arrecifes. Não é aconselhável o banho na faixa próxima ao trapiche, em virtude da inclinação do terreno. Têm destaque nessa praia as festas populares e o Mercado Central, onde se saboreia o tradicional peixe frito (ginga) com tapioca. É ainda na Redinha que está situado o farolete “Manimbu”, construído em 1962 e modificado em 1995, com 11 metros de altura e um alcance luminoso de 7 milhas.
Enquanto Carybé no seu romantismo expressa: “o fim do mar é em todas as praias do mundo”, na visão do poeta potiguar Newton Navarro “o mar quanta vez, é começo, saída… o mar da Redinha parece um começo de viagem”.
HISTÓRICO – A data nº 51, constante do “Auto de Repartição das Terras do Rio Grande”, declara que há o melhor porto de pescaria que aqui há e está defronte da fortaleza. A Redinha fora do padre Vigário Gaspar Gonçalves da Rocha, mas, ao tempo da “Repartição”, já pertencia a Pedro Vaz Pinto, por concessão do Governador Geral Gaspar de Souza (1614).
A 5 de junho de 1731, a viúva Grácia do Rego vendeu a dona Joana de Freitas da Fonseca, viúva do Capitão Manoel Correia Pestana, o sítio chamado da Redinha, compreendendo todas as terras do lugar hoje denominado Redinha.
A Redinha, incorporada ao território do município de Natal, através da Lei nº 603, de 31 de outubro de 1938, passou a ser considerada uma instância balneária. As primeiras casas de veraneio foram erguidas no Porto Velho, junto ao terreno destinado às sepulturas de ingleses protestantes. Nessa época, Flodoaldo de Góis inaugurava o verão.
A reurbanização da Praia da Redinha, inaugurada no dia 3 de abril de 2004, é obra realizada sob a iniciativa da administração do Prefeito Carlos Eduardo Alves com apoio do Governo Wilma Maria de Faria.
CURIOSIDADE – Na Redinha Nova existe um gigantesco aquário, de domínio privado, com permissão para visitação pública. O aquário contém tubarões, moreias, pinguins, além de espécies curiosas: o peixe-morcego e o camarão-palhaço.
Praia do município de Natal, com acesso pelas pontes de Igapó e Newton Navarro (travessia do rio Potengi). Distância de Natal: 15 km.
Pesquisa e Edição: Ricardo Tersuliano – Historiador Independente, e-mail: ricardotersuliano@yahoo.com.br
Livro: Praias Potiguares – Miguel Dantas.
Foto: @descubra.natal
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