Origem do nome – O assassinato de um padre lusitano que fazia parte da expedição de Gaspar de Lemos (1501), por indígenas que habitavam a região de Touros, explica o nome da praia conhecida como “Praia da Ponta de Santo Cristo”.
Aspectos – Praia deserta, silenciosa e de ventos perenes. Contém águas oceânicas azuladas. O deslumbrante pôr do sol insiste em colorir os misteriosos barcos que flutuam sobre as águas mornas desse paraíso. O impressionante farol ergue-se sobre a faixa de dunas alvas, ainda existente. O acesso à “Ponta de Santo Cristo” pode ser feito a partir da Praia de São Miguel do Gostoso.
Histórico – Logo após o descobrimento do Brasil, os lusitanos iniciaram expedições para avaliar o local que Cabral achara. O Governo Lisboeta mandou uma expedição composta de três caravelas que permaneceu no Cabo de São Roque de 17 a 24 de agosto, evidentemente, vinculadas à trágica presença portuguesa, em 1501. O lugar do cenário da agressão selvagem dos indígenas aos integrantes da primeira expedição de Gaspar de Lemos ao Brasil, resultando na morte de um padre lusitano.
Segundo história de domínio público, o missionário teria sido levado de bote por dois portugueses ao encontro dos indígenas que se encontravam na praia. Com o ataque dos aborígines, os acompanhantes portugueses conseguiram retornar para a esquadra, enquanto o padre era barbaramente assassinado.
Santo Cristo contava, em 1832, com 18 fogos e 91 almas.
Registro – Algumas das descrições de Américo Vespúcio sobre o primeiro encontro dos portugueses com os indígenas no litoral potiguar revelam atos de extrema selvageria:
Um trecho desse relato: “… estando nisto vimos descer do monte uma mulher que trazia um pau na mão, e chegando até onde estava o nosso cristão lhe deu um golpe que o levantou no ar; os outros que estavam do monte desceram e tomaram-no logo pelos pés e o arrastaram para o monte; os homens correram para a praia e principiaram a atirar com as setas, pondo a nossa gente em tal confusão que, estando surtos com os batéis sobre as fateixas, nenhum se atreveu a tornar as armas por causa das muitas flechas com que eram acometidos…”
E estando mais de quarenta dos nossos com o propósito de saltar em terra e de vingar tão crua morte, e ato bestial e desumano, o capitão-mor “olhou” e não quis consentir.
Na opinião do escritor potiguar Nilson Patriota, “A cada dia torna-se mais evidente que, se não fora a participação de Américo Vespúcio na expedição manuelina de 1501, jamais viríamos a saber que o primeiro ato de antropofagia consumado no Brasil aconteceu em solo tourense, numa região por onde as hordas aguerridas dos Tapuias executavam suas caçadas e pescarias”.
Praia do município de Touros.
Acesso – BR 101 / RN-221
Distância de Natal – 111 km
Com informações e imagem livro: Praias Potiguares – Miguel Dantas
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