Outubro de 1914. Antônio Silvino faz sua última visita ao Rio Grande do Norte. Vila de Serra Negra, Fazenda Lajinha.

Equipe de Redação do Blog do Cobra
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30/05/2025 às
08:36

Na primeira semana de outubro, Antônio Silvino foi a Serra Negra, com oito acólitos. Procurou velhos conhecidos — Ananias Monteiro, José Lobo, Leônidas Monteiro, Artéfio de Faria e outros. Fazia refeições em suas residências.

Artéfio lecionava no grupo escolar. Silvino, no outro dia, ao visitá-lo, ficou para o almoço. Aconteceu não haver carne bovina no açougue. A dona da casa, sabendo que o hóspede detestava criação, resolveu o caso, usando condimentos nas iguarias. O visitante serviu-se bem e tornou várias vezes.

Nas conversas, relembrava sua presença na Fazenda “VAPOR”. Falava em rever Jucurutu. Passava o tempo jogando cartas.

Nômade inveterado. Desconheciam-lhe o paradeiro. Nas suas andanças, tomava veredas cruzantes de catanduvas, em intermináveis caminhadas. Mantinha a tradição secular dos silvícolas tapuias do sertão. Aparecia qual duende e sumia. Enchia de pasmo o sertanejo crédulo de superstições. Era visto em toda parte. Confundiam-no. Cidades assombradas, armavam-se. Com uma semana na vila, desapareceu. Tiveram suas notícias em “LAJINHA”, a cinco léguas de Caicó.

Dia e meio, após, endireitava, a pé, a cidade de Acari.

Com informações e imagem livro: Antônio Silvino no RN – Raul Fernandes

Aladim Potiguar, colaborador do Blog do Cobra.

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