Na primeira semana de outubro, Antônio Silvino foi a Serra Negra, com oito acólitos. Procurou velhos conhecidos — Ananias Monteiro, José Lobo, Leônidas Monteiro, Artéfio de Faria e outros. Fazia refeições em suas residências.
Artéfio lecionava no grupo escolar. Silvino, no outro dia, ao visitá-lo, ficou para o almoço. Aconteceu não haver carne bovina no açougue. A dona da casa, sabendo que o hóspede detestava criação, resolveu o caso, usando condimentos nas iguarias. O visitante serviu-se bem e tornou várias vezes.
Nas conversas, relembrava sua presença na Fazenda “VAPOR”. Falava em rever Jucurutu. Passava o tempo jogando cartas.
Nômade inveterado. Desconheciam-lhe o paradeiro. Nas suas andanças, tomava veredas cruzantes de catanduvas, em intermináveis caminhadas. Mantinha a tradição secular dos silvícolas tapuias do sertão. Aparecia qual duende e sumia. Enchia de pasmo o sertanejo crédulo de superstições. Era visto em toda parte. Confundiam-no. Cidades assombradas, armavam-se. Com uma semana na vila, desapareceu. Tiveram suas notícias em “LAJINHA”, a cinco léguas de Caicó.
Dia e meio, após, endireitava, a pé, a cidade de Acari.
Com informações e imagem livro: Antônio Silvino no RN – Raul Fernandes
Aladim Potiguar, colaborador do Blog do Cobra.
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