O Colégio Diocesano Santo Antônio

Equipe de Redação do Blog do Cobra
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24/04/2025 às
09:13

O Colégio Diocesano Santo António, nas dependências da Igreja do Galo, foi fundado no dia 2 de março de 1903 pelos padres Moisés Coelho e Alfredo Pegado. Foi seu primeiro diretor o Cônego João Irineu Joffely. Era um educandário dedicado à formação de leigos e não um Seminário destinado ao clero. O Rio Grande do Norte, nesse tempo, pertencia à diocese da Paraíba. Em início de 1906, Dom Adauto Aurélio de Miranda Henriques veio da Paraíba em visita pastoral a Natal e se hospedou no Colégio Santo Antônio. No mês anterior, por indicação sua, o Monsenhor Joaquim Antônio de Almeira sagrara-se bispo e fora impossado na diocese do Piauí. Dom Joaquim viria para Natal 5 anos depois. Nomes ilustres passaram pelo Colégio Diocesano. Entre muitos, à guisa de ilustração, relembro Luiz Veiga, primeiro industrial de Natal, o poeta Otoniel Menezes e o músico e engenheiro Otávio Tavares, um dos construtores do Seminário de São Pedro e também seu professor.

Da casa da rua dos Chafariz, o Seminário foi transferido para o Colégio Santo Antônio cujo reitor era o Mons. João da Mata Paiva. Com a posse de Dom Marcolino Esmeraldo de Sousa Dantas (29.06.1929) é que surgiu a idéia definitiva de se construir o Seminário Menor. Dom Marcolino denominou-o Seminário de São Pedro em História do Seminário de São Pedro homenagem ao apóstolo de Jesus, o qual, na última ceia, segundo o costume, recusou-se a entregar os pés para serem lavados pelo Mestre. Só a muito custo aceitou a distinção. No Colégio Santo Antônio, os seminaristas ficaram até fins de 1930.

COMPRAS DE TERRENOS

Dom Antônio dos Santos Cabral, nosso 2º bispo, logo ao assumir a diocese em 1919; comprou dois terrenos no bairro do Tirol visando, talvez, a construção do Seminário. O primeiro terreno pertencia a José Getúlio Teixeira de Moura e o segundo a José Olegário Dantas. Nos arquivos do Seminário constam esses assentamentos, extraídos do Segundo Cartório de Notas, que comprova os donos e delimita a área. Conforme a escritura lavrada no Segundo Cartório Judiciário, os limites eram os seguintes: “possuidores de um cercado com uma casa de morada e diversas fruteiras, encravado na Av. Campos Sales, na Cidade Nova (nome primitivo do Tirol), desta Capital, em terreno foreiro do patrimônio municipal com uma superfície quadrada de cento dez metros e dez centímetros (110,10) limitado ao norte por propriedade de José Getúlio com cento e vinte (120,00) e a Oeste pela Av. Prudente de Morais com cento e seis metros (106,00)… Este imóvel foi adquirido pela Diocese por dois contos réis .

O historiador Itamar de Souza, ex-aluno de Seminário, escreveu um excelente artigo sobre o assunto, matéria publicada no jornal A República’ edição de 16 de setembro de 1984. Com várias modificações e outras tantas adaptações feitas por Dom José Pereira Alves, nos seus 7 anos de episcopado, esses terrenos passaram a chamar-se Sítio do Bispo.

História do Seminário de São Pedro.

Com informações e imagem livro: História do Seminário São Pedro – José Melquíades.

Aladim Potiguar, colaborador do Blog do Cobra.

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