É
lamentável a ausência de preservação do nosso patrimônio e história em nossa
cidade e estado. A Ponte de Ferro de Igapó, a Ribeira e inúmeros belíssimos
prédios da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) que estão
espalhados e abandonados em nossa cidade. Nossa academia ensina arquitetos a
preservar o patrimônio, mas não exemplificam preservando seus prédios.
Nossos
museus permanecem fechados aos finais de semana, quando os pais poderiam levar
seus filhos para conhecê-los. Não há qualquer incentivo ou divulgação para
isso.
Nossas
denominações não seguem critérios adequados e muitas vezes são prejudiciais à
nossa história. Faltam planejamentos para nomear obras em homenagem a pessoas
que realmente tenham vínculos com elas. Essa falta de respeito faz com que a
história, tão linda e nossa, esteja se perdendo. Estamos nos tornando um povo
sem identidade, sem a responsabilidade de preservar o legado dos que nos
precederam. Somos uma cidade turística, mas estamos na contramão das que atraem
visitantes por preservarem sua história, gerando emprego e renda.
É
absurdo que as entidades responsáveis pela preservação de nossa história e
patrimônio não se manifestem e não façam esforços para reverter essa situação,
que precisa ser urgentemente freada.
Para
exemplificar, cito duas obras em nossa cidade. A primeira é a Ponte Newton
Navarro: nome sugerido pela deputada Ruth Ciarlini que propôs sua denominação,
nome acatado pela governadora Wilma de Faria, em vez de “Ponte Luís
Romão”, projeto apresentado pelo deputado Paulinho Freire, proposta que
apresentava justificativas relevantes. É importante questionar qual era a
função da obra e quem eram os homenageados.
A
segunda obra é o Aeroporto Aluízio Alves: embora o governador tenha prestado
relevantes serviços, a denominação não observou a ligação necessária entre o
homenageado e a obra. O nome de Juvenal Lamartine de Faria seria mais
apropriado, dado seu papel fundamental na aviação do estado. Além de Juvenal
Lamartine teríamos também todos da primeira turma de pilotos do Aero Clube.
Esses
erros, resultantes de decisões políticas, comprometem nossa história.
Precisamos erradicar essa mentalidade egoísta no serviço público. A foto que
ilustra esta matéria, do Memorial Aluízio Alves, reflete o descaso com nossa
história.
Certa
vez, um secretário de turismo de nossa cidade ao retornar de uma viagem a
europa, me falou que tinha lembrado de mim ao ver todos os prédios lindos e
restaurados, falei para ele que deveríamos parabenizar e seguir o exemplo dos
europeus. Concluindo que na europa ele achava lindo os prédios preservados,
aqui ele não fazia nada para preservar os nossos.
Aladim
Potiguar – Colaborador do Blog.
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