Atriz de teatro, nascida em Natal em 02 de julho de 1907, Zete Wanderley foi uma veterana atriz norte-rio-grandense, irmã da poetisa Stella Wanderley, sobrinha do escritor Ezequiel Wanderley e filha do médico e poeta Segundo Wanderley. Seu pai, tio e irmã escreveram peças de teatro, o que influenciou Zete, que foi incentivada pelos próprios familiares a seguir a carreira teatral. Segundo o teatrólogo Racine Santos, ela atuou em mais de 40 peças, destacando-se em várias delas.
Entre seus papéis mais memoráveis estão:
- “De Joelhos”, de Jorge Fernandes, apresentada pelo grupo do Centro Estudantil Potiguar no Teatro Carlos Gomes (atual Alberto Maranhão), em 09/04/1938, onde Zete interpretou a personagem Milagres;
- A comédia em três atos “O Testa de Ferro”, de R. Magalhães Júnior, em que Zete interpretou Eufrázia;
- “Uma Casa de Bonecas”, de Ibsen, apresentada pelo Centro Estudantil Potiguar, nas comemorações do 38º aniversário de falecimento do dramaturgo, onde ela interpretou a Sra. Linde;
- A peça em três atos “Carlota Joaquina”, de Hélio Magalhães Júnior, também pelo Centro Estudantil Potiguar, onde Zete interpretou a personagem-título;
- “Além do Horizonte”, de Eugene O’Neill, apresentada pelo Conjunto Teatral Potiguar no Teatro Carlos Gomes, em 12 de março de 1950, onde ela interpretou Perpétua.
Em junho de 1951, o Teatro de Amadores de Natal (TAN) foi fundado, e Zete foi convidada por seu primo Sandorval Wanderley, criador do grupo, para integrar a companhia. Ela assinou os estatutos de fundação e, em 4 de junho de 1951, o TAN estreou no Teatro Carlos Gomes com a peça em três atos “Simone”, de Eugene Brieux, em que Zete interpretou Hermancia. Ainda pelo TAN, Zete participou da peça “O Escravo”, de Lúcio Cardoso, encenada em 29 de outubro de 1951, interpretando Augusta e sendo responsável pelo figurino feminino. Ela também atuou na peça “Os Inimigos Não Mandam Flores”, apresentada pelo TAN em 1952.
A partir de 1955, Zete passou a atuar em radionovelas na Rádio Nordeste. Em 1958, participou da adaptação de sua irmã Stella Wanderley da peça “Marcelino Pão e Vinho”, baseada no filme homônimo. A estreia ocorreu no Teatro Alberto Maranhão em 08 de junho de 1958.
Eliete Regina, sua colega de palco, costumava chamá-la de “Cacilda Becker Potiguar” em virtude da excelência de seu desempenho nas peças. Zete faleceu em Natal em 25 de novembro de 1970, deixando uma lacuna profunda no cenário artístico potiguar e saudades em todos os seus fãs.
Com informações do livro “400 Nomes de Natal”.
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