O deputado Gustavo Carvalho (PL) priorizou a saúde pública no seu pronunciamento durante a sessão plenária na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte nesta quinta-feira (21). Indignado com o estado em que se encontra parte da rede pública do RN, o parlamentar relatou problemas estruturais, falta de manutenção e insegurança em unidades hospitalares do estado.
Ao citar visita realizada no último fim de semana ao Hospital Santa Catarina, Gustavo Carvalho afirmou que encontrou um cenário “lamentável”. “Vimos lixo, abandono e ouvimos depoimentos de pacientes relatando até passagem de ratos pelos corredores”, disse o deputado em plenário.
Segundo ele, a situação observada representa um “retrato de abandono” incompatível com o funcionamento de uma unidade hospitalar. “Estamos falando de um ambiente hostil, que não oferece o mínimo de dignidade às pessoas que chegam fragilizadas em busca de acolhimento, cura e respeito”, afirmou.
O parlamentar destacou ainda que a unidade pertence à rede pública e atende, em sua maioria, pacientes sem plano de saúde. Para Gustavo Carvalho, falta atenção do governo estadual à população mais vulnerável. “O povo pobre do Rio Grande do Norte não pode continuar sendo tratado dessa forma”, criticou.
Durante o pronunciamento, o deputado ressaltou que a presença de ratos em um hospital não pode ser considerada aceitável e alertou que os problemas vão além da estrutura física. Ele também denunciou o abandono de ambulâncias e veículos de saúde. “Encontramos carros sem manutenção, sem funcionamento, patrimônio público parado no tempo. É dinheiro do povo sendo desperdiçado”, declarou.
Gustavo Carvalho também chamou atenção para a insegurança nas unidades hospitalares do estado. O deputado citou a invasão ocorrida no Hospital Metropolitano do Seridó, alvo da ação de criminosos que levaram armas e equipamentos de proteção.
“Além do abandono estrutural, agora vemos a insegurança chegando aos hospitais regionais do RN. Isso é extremamente grave”, afirmou.
Ao encerrar o discurso, o parlamentar cobrou providências urgentes do poder público. “Estamos chegando ao limite. Há pessoas voltando para casa sem atendimento adequado, carregando dores e sofrimento porque os hospitais não conseguem recebê-las da maneira que merecem”, concluiu.

João Gilberto
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