As famílias de posses, suas fazendas, casarões e festas no início do século XVIII

Ana Tersuliano
|
21/12/2024 às
13:03

 As famílias de posses, suas fazendas,
casarões e festas no início do século XVIII

Coronel Janúncio Salustino da Nòbrega

 

O Coronel Janúncio Salustiano da Nóbrega, morava na Fazenda Pedreira, no
alto sertão, a cinco léguas ao Sul da Cidade de Caicó, e a duas, do lugarejo
Espírito Santo (atual Cidade de Ouro Branco). Tinha cinco irmãos, três filhos e
quatro filhas, as conhecidas Moças da PEDREIRA. Família tradicional, bi-secular,
espalhada nas plagas seridoenses e sabugienses.

 Corria o ano de 1901, o Coronel ia casar a última filha, a primeiro de
fevereiro. Evento social importante. Clã dos Nóbrega presente. A ausência de um
parente ou amigo seria motivo de queixa.

 A esposa, D.lluminata Teodora da Nóbrega atarefada com os preparativos
da festa, providenciava acomodações para familiares vindos de longe. O aposento
maior destinado às mulheres. Camas, redes, baú, cômoda, penteadeira, quartinha,
bacia e jarro de porcelana, urinóis de louça. Farol e lamparina a querosene.
Velas de cêra de carnaúba. Cavalheiros ocupariam salas e alpendres.

 A casa-grande naquele cenário de habitações humildes e esparsas,
sobressaia pelo tamanho. Construção simples. Cobertura de telha vã, de duas
águas, uma para diante e outra para trás.

Casa Sede Fazenda Pedreira

 

Armadores e ganchos nas paredes. Bancos e tamboretes. Algumas peças do
mobiliário importadas. Longa mesa na sala de jantar. Serviços de louça
e porcelana.

 Dispensa abastecida. Jirau, onde
armazenavam batida, alfinim, rapadura, linguiça, carne-seca, queijos de coalho,
de manteiga e outros gêneros. Cachos de banana nos ganchos. Farinha-de-mandioca
em caixões. Caçuás de inhame, jerimum, macaxeira e batata doce. No piso,
surrões de arroz e de milho.

 Na cozinha, fogão e forno de alvenaria.
Panelas e alguidares de barro. Depósitos d’água. Tachos de cobre. Canecos de
flandres.

Gamelas de imburana, no quintal, para
lavar pratos e talheres. Trempes e montes de lenha.

 Mais distante, a casinha e o banheiro
com um pote d’água.

 Ao lado da residência, o curral de gado
leiteiro. Casa de farinha e do engenho de banguê. Alambique. Cocheira. Latada
para arreios e pousada de adventícios. Bem afastado, o chiqueiro de miúças.

 Com informações: Livro Antônio Silvino no RN – Raul
Fernandes.

 

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