Dezembro de 1911, Sítio Novo, Vila de Santa Cruz de Inharé.
Acima, foto do cangaceiro Antônio Silvino, realizado pela Polícia do estado de Pernambuco em 1914, como parte de sua ficha de identificação.
No começo de dezembro, 1911, o Governador Alberto Maranhão mandou a Caicó o Major Seabra de Melo, a fim de assistir às eleições em abril do ano próximo.
O Major, de idade avançada e de pouca saúde, viajava a cavalo, acompanhado da filha e do neto de onze anos, João Peregrino Fagundes.
No município de Santa Cruz do Inharé, no lugar “Sítio Novo”, apeou-se à margem da estrada em frente de uma bodega. Vendo homens fardados de cáqui, perguntou ao 2° sargento José Rosa, de sua companhia:
– Que soldados são esses?
– Não são soldados. São os cabras de Antônio Silvino. Nisso, chega Silvino. Cumprimenta-o e estira-lhe a mão.
Surpreso, o Major passa-lhe uma reprimenda:
– Você está insultando o Rio Grande do Norte. Não devia andar assim, assustando a nossa gente. Quero que se retire o quanto antes. Na primeira Estação Telegráfica, avisarei ao Governador sobre sua presença.
O Capitão Silvino não se alterou. Pediu desculpas. Garantiu não molestar pessoa alguma.
– Aqui encontro descanso e ninguém me persegue. Posso viver em paz.
Major Seabra, sem condições de prendê-lo, prosseguiu viagem, muito contrariado.
Por sua vez, o bandido dirigiu-se à Vila de Santa Cruz. Almoçou na casa do chefe político, Ezequiel Mergelino de Souza. Em seguida, tomou rumo ignorado.
Com informações Livro: Antônio Silvino no RN – Raul Fernandes
Foto: retrato do cangaceiro Antônio Silvino, realizado pela Polícia do Estado de Pernambuco em 1914, como parte de sua ficha de identificação.
Aladim Potiguar, colaborador do Blog do Cobra.
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