Nascido em Caicó/RN no dia 15 de agosto de 1849, Amaro Cavalcanti foi jurista, político, ministro e prefeito do Distrito Federal. Além de dar nome a esta rua em Natal, nomeia outra em Caicó e uma avenida no Méier/RJ. Seu nome também intitula um fórum em Natal e uma escola estadual em Jardins de Piranhas/RN.
De família de agricultores pobres do Seridó, estudou com muita dificuldade. Ainda jovem foi aprovado em um concurso para ensinar Latim em Baturité/CE, onde encontrava-se seu irmão Padre João Maria estudando no seminário em Fortaleza. Trabalhou por quatros nessa localidade.
Veríssimo de Melo, no livro “Patronos e Acadêmicos”, refere-se a Amaro Cavalcanti da seguinte maneira: “o presidente da província do Ceará, senador Pedro Leão Veloso, que o admirava, comissiona-o para estudar a organização do ensino primário na América do Norte (1881 – 1882)”. Ao mesmo tempo em que cumpria a sua missão, matriculou-se na Albany Law School, em Nova York, onde obteve o título de doutor em Direito, defendendo a tese “É a educação uma obrigação legal?”. Conquistou o primeiro lugar da turma.
Voltando ao Brasil, foi nomeado diretor do liceu de Fortaleza e Inspetor de Instrução Pública do Ceará. Tentou a política mas se decepcionou, pois, apesar de ter sido eleito deputado, teve seus votos depurados. Inscreveu-se no concurso de Latim do Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro, e obteve o primeiro lugar, sendo assim nomeado.
Dedicou-se à advocacia na capital do Império em 1889, quando aderiu ao movimento republicano. Proclamada a República, é nomeado vice-governador do Rio Grande do Norte pelo Governo Provisório. Foi eleito senador pelo seu estado e participou ativamente da elaboração da constituição de 1891.
O presidente Floriano Peixoto o nomeou Embaixador Plenipotenciário no Paraguai. Foi eleito deputado para o período de 1897-99, mas renunciou ao mandato para aceitar o cargo de Ministro da Justiça e dos Negócios Interiores do presidente Prudente de Morais. O Barão do Rio Branco o convidou para o cargo de consultor jurídico do Ministério do Exterior durante o período de 1905-06, função que ocupou até sua saída para assumir as atribuições de Ministro do Supremo Tribunal Federal, onde permaneceu até a aposentadoria em 1914.
Representou o Brasil na Conferência Pan-Americana de Washington em 1915. No governo de Wenceslau Braz foi designado prefeito do Rio de Janeiro, que era então o Distrito Federal. Ainda foi nomeado Ministro da Fazenda no governo Rodrigues Alves, quando também respondia pelo Ministério da Justiça, que abrangia a Instrução Pública. No período de 1918-19 fez a reforma do ensino secundário e do internato ginasial, sendo homenageado com um busto de bronze no Colégio Pedro II.
Amaro Cavalcanti deixou mais de quarenta obras publicadas nas áreas de direito, política, pedagogia, finanças, economia e até religião. Poliglota, falava inglês, francês, espanhol, italiano, conhecia alemão e russo, ensinava latim e lia em grego. Deixou livros escritos em francês e inglês. Quando faleceu era membro da Corte Arbitral de Haia. Câmara Cascudo o definiu como “uma das mais importantes figuras que o Rio Grande do Norte doou ao Brasil”. Faleceu no Rio de Janeiro/RJ no dia 28 de janeiro de 1922.
Com informações livro: 400 Nomes de Natal – Coleção Natal 400 Anos.
Foto: Instituto Tavares de Lira – Macaíba/RN
Pesquisa e edição: Ricardo Tersuliano – Historiador Independente – e-mail: ricardotersuliano.iaphacc@gmail.com – Colaborador do Blog do Cobra.
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