Almino Álvares Affonso

Ana Tersuliano
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10/12/2024 às
13:51


Pseudônimos: Junius Brutus, Philo Poemen.

Político, abolicionista, orador, escritor, jornalista, poeta e advogado.
Nome de rua na Ribeira, município no RN e escola estadual em Martins.

Aos oito anos de idade, órfão de pai, e sendo sua mãe pobre, estudou com
muita dificuldade, trabalhando desde cedo. Conseguiu vencer e se destacar na
História. Foi advogado, jornalista e professor, bacharelou-se pela Faculdade de
Direito do Recife em 1871. Nomeado promotor público da comarca de Guarabira,
PB, ali casou com Abigail de Souza Martins e, pouco depois, transferiu-se para
o Ceará, onde veio a ocupar vários cargos públicos. Nesse Estado, participou
ativamente da campanha abolicionista, como um dos mais destacados membros da
Sociedade Libertadora Cearense, sendo, então, diretor do jornal “O
Libertador”.

Grande tribuno, estendeu a sua luta anti-escravagista ao Rio Grande do
Norte, atuando, decisivamente, em Mossoró. Incômodo ao Governo, foi demitido do
cargo de procurador da Tesouraria da Fazenda, que ocupava no Ceará. Reagiu a
essa represália através do seu jornal e, posteriormente, publicou um panfleto
sob o título de “Os Rodrigões do Império”, com grande repercussão nos
meios políticos brasileiros, visando principalmente o conselheiro Rodrigues
Júnior, chefe político da província.

Deixando o Ceará, foi para Manaus, onde exerceu a advocacia, mas sem
esquecer as suas pelejas cívicas. Já então proclamava-se também republicano.
Presidiu a Câmara municipal de Manaus e foi redator do jornal “O Rio
Branco”.

Eleito deputado à Constituinte pelo RN, em 15 de setembro de 1890,
notabilizou-se nos círculos políticos da capital federal pelo seu espírito combativo
e pelos seus dons de orador e latinista. É autor de emenda à primeira
Constituição Republicana que dá direito de representação às minorias. Em 1894,
elege-se para o Senado, na vaga de Amaro Cavalcanti. Como senador, fez oposição
cerrada ao governo Prudente de Morais. Segundo José Augusto –
  “O que caracterizava Almino Afonso era uma
paixão ardente pela liberdade, uma imensa piedade pela sorte dos fracos e dos
oprimidos”.

Deixou, afora escritos esparsos, alguns poemas líricos e de caráter
cívico, reunidos posteriormente. Em 12.11.1883, em Fortaleza, fez uma exortação
“A Cidade de Natal” em que dizia “A cidade de Natal de Mossoró! ”.

Finalizava o seu discurso conclamando: “Seja o dia do senhor, no RN, dia
em que se erigiu a primeira pedra da sua primeira cidade, o dia do renascimento
e glorificação dos que lá ainda são escravos! ” Um busto em bronze em sua homenagem
foi inaugurado em 15. 11. 1929 na Praça da Conceição, em Martins, de autoria do
escultor Eduardo Sá. Tendo em vista o transcurso do Centenário de falecimento
em 1998, seu neto amazonense Almino Afonso, deputado federal por São Paulo,
organizou a Poliantéia – Almino Afonso, Tribuno da Abolição.

Almino Afonso nasceu em Coroatá, Martins, hoje Patu, RN, 17/04/1840 e
faleceu em Fortaleza, CE, em 13/02/1899.

Com informações: Livro 400 Nomes de Natal.

                                                                

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