Os Carrilhos são originários de Córdova e Toledo. Têm brasão d’arma e bom nome nos fatos literários e bélicos da península. Vieram para Portugal e daí para o Brasil. Um ramo se fixou no Norte e outro no Sul. Não parece ter havido comunicação. Cada qual emigrou e se localizou sem maiores alianças entre si.
A família Carrilho no Rio Grande do Norte, vem de Francisco Antônio Carrilho, chegado à Natal em meados do século XVIII. Era filho de José Fernandes Carrilho e de D. Esperança Rodrigues. Os documentos ora dizem esse casal como sendo natural de Beja, ou da cidade de Lisboa.
Francisco Antônio Carrilho casou em Natal, a 25 de julho de 1783, com D. Dionísia Romana da Costa Soares, filha do mestre de campo Francisco Machado de Oliveira Barros e de D. Antônia Maria Soares de Melo. D. Dionísia era irmã do coronel Joaquim José do Rego Barros e tia paterna de Estevão José Barbosa de Moura. Gente de prol e posses. No registro do casamento os pais de Francisco Antônio aparecem como naturais da freguesia de Santa Maria da Cidade de Beja, Portugal. A 2 de maio de 1788 batiza uma filha Antônia.
Enviuvando, Francisco Antônio Carrilho convola segundas núpcias, com D. Clara Hipólita Cipriana da Costa, filha do capitão José da Costa Pereira e D. Inácia Úrsula de Melo. Um filho desse matrimônio é Manuel, levado à pia a 29 de junho de 1799. Há um terceiro pimpolho, José, nascido na primeira esposa. Esse José Fernandes Carrilho tem as honras do patriarcado familiar. É o responsável pela perpetuidade do apelido nas terras norte-rio-grandenses.
Não tenho notícias de Manuel. Antônia é a primeira mulher de Agostinho Leitão de Almeida, secretário da província com o presidente Tomaz de Araújo Pereira, membro da Junta de Governo Provisório que administrou de março de 1822, o mais votado na primeira eleição senatorial, e deputado geral pelo Rio Grande do Norte na primeira Legislatura (1826-29). Em fevereiro de 1813 Antônia Maria já era defunta. Esta data é o batizado de Maria, filha de Agostinho com sua segunda mulher, D. Josefa Maria de Macedo, natural de S. José de Mipibu.
Francisco Antônio Carrilho ainda vivia em 1810, quando foi padrinho de um neto. Em abril de 1814 já era defunto.
José Fernandes Carrilho casou em Natal, a 26 de julho de 1817, com D. Rosa Maria, filha de Luiz José Teixeira e D. Ana Maria de Oliveira. São filhos:
1- Francisco
2- João
3-Paulino
4- Antônia
5-Ana
6- Braz
7-Dionísia Gertrudes
Francisco Carrilho do Rego Barros, casou com D. Rita Joaquina de Vasconcelos. D. Rita casou em segundas núpcias com Augusto Vaz do Rego Barros. São filhos de Francisco Carrilho: Carlos Augusto Carrilho de Vasconcelos, José Calistrato Carrilho de Vasconcelos, médico, Enéas Carrilho, bacharel, e D. Francisca Teolinda, casada com o coronel João da Fonseca e Silva. Todos com descendência.
João (2) não deixou rastro ao alcance de minhas pesquisas.
Paulino (3) não sei com quem se casou. Duas filhas suas casaram na família. Raposo da Câmara, Rosa, com Pedro Leopoldo Raposo da Câmara, e Paulina, com Cícero Leopoldo Raposo da Câmara. Com descendência.
Antônia (4) casou com Manuel Leopoldo Raposo da Câmara. Teve 14 filhos. Nascera em 1828 e falecera em 1918. Descendência vasta.
Ana (5) solteira. Dionísia Gertrudes (7) aparece em minhas notas uma D. Dionísia Carrilho do Rego Barros, casada, morta com 26 anos, a 9 de março de 1846. Será essa? Não consentiu que nenhuma notícia chegasse ao meu conhecimento.
Braz Carrilho do Rego Barros (6) bacharel em 1837, batizado a 27 de março de 1823, com um mês de nascido, casou em Natal, a 8 de dezembro de 1849, com D. Emília Cândida, filha de Bento Gervásio Freire de Revoredo e de Ana Ricardina do Revoredo. Um filho desse casal, o dr. José Carrilho do Revoredo Barros, bacharel e, 1874, auditor de guerra em Porto Alegre, casou com uma irmã de Júlio de Castilho. Outra filha D. Maria Augusta, casou com o dr. Augusto Carlos de Amorim Garcia e são os pais do dr. Rodolfo Augusto de Amorim Garcia, nascido no engenho do Meio, no vale do Ceará-Mirim, atual diretor da Biblioteca Nacional e membro da Academia Brasileira de Letras. José Fernandes Carrilho era homem inteligente e prestigioso. Foi um dos fundadores da imprensa no Rio Grande do Norte, fazendo parte da direção da Tipografia Natalense. Faleceu em Natal, a 7 de outubro de 1866. Os Carrilhos vêm dessas fontes.
No Brasil registra-se a família Carrilho primeiramente no Rio de Janeiro em 1604 e posteriormente no Rio Grande do Norte em 1758.
Com informações: O Livro das Velhas Figuras – Luís da Câmara Cascudo.
Brasão Português da Família Carrilho , fonte: Arquivo Suziqui Heráldica – Blog da Roberta Carrilho – Reprodução/Internet
Pesquisa e edição: Ricardo Tersuliano – Historiador Independente – e-mail: ricardotersuliano.iaphacc@gmail.com – Colaborador do Blog do Cobra.
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Uma resposta
Uma parte da família Carrilho veio de Catolé do Rocha e passou por Mossoró até chegar em Natal