RAUL FERNANDES

Ana Tersuliano
|
30/09/2024 às
13:18

 

O Mossoroense
Raul Fernandes é filho de Rodolfo Fernandes de Oliveira Martins e Isaura
Fernandes Pessoa. Nascido em 09 de setembro de 1908, graduou-se em Ciências
Jurídicas e Sociais em 1930 pela Faculdade de Direito da Bahia. Iniciou o seu
curso médico em Salvador, mas o concluiu na Universidade do Rio de Janeiro, em
1932. Especializando-se em otorrino-oftalmo-laringologia, fez cursos de
aperfeiçoamento nas Universidades de Berlim e Viena, no ano de 1936. Três anos
depois, aceitou o convite da Academia Íbero Americana de Berlim para visitar os
mais adiantados centros médicos da Alemanha e a Áustria. Voltando ao Brasil,
chefiou no Hospital Miguel Couto, de Natal, os serviços de sua especialidade. Daquela
Universidade, foi Professor assistente , quando ministrou cursos e
conferências, em vários centros médicos. “Some Brazilian Constribuitions to
Medicina” é o título da conferência do mossoroense eminente na Assossiação
Pan-Americana de Filadélfia, em 1942. Serviu ao esforço de guerra dos
americanos no Hospital Policlínico de Nova York. 1944 assinala o seu regresso
ao Brasil fixando-se no Rio de Janeiro, passando a chefiar o serviço de Broncoesofagologia
do Hospital Miguel Pereira, dirigido pelo professor Fernando Paulino. No ano
seguinte ministrou curso de aperfeiçoamento na policlínica do Rio de Janeiro. Raul
é citado como pioneiro brasileiro no diagnóstico do câncer pulmonar pela
endoscopia e biópsia brônquica no “Tratado sobre Pneumologia”, de Newton
Bethlen, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, edição de 1975.

O professor
Newton fez justiça a Raul: “Em 1944, Fernando Paulino publica interessante
trabalho sobre câncer pulmonar, baseado em estudo de casos dos quais oito
tiveram diagnóstico feito pela primeira vez no Brasil, através de exame
endoscópico € biópsia brônquica realizado pelo Doutor Raul Fernandes”. Em 1948,
proferiu aulas teórico-práticas sobre o diagnóstico e tratamento da patologia
pulmonar, pela endoscopia, como docente do curso de cirurgia torácica do
Professor Fernando Paulino.

Em 1961
tornou-se Professor Titular da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do
Rio Grande do Norte da qual era docente desde 1954, aposentando-se em 1978. Pronunciou
conferências e publicou trabalhos no Brasil e nos Estados Unidos. Destacamos
alguns dos seus:

TÍTULOS DE TRABALHOS CIENTÍFICOS

a)     
Considerações sobre o tratamento
do estrabismo. Rio, 1946. Os Anais da Sociedade de Medicina e Cirurgia do Rio
Grande do Norte, no período de 1939 a 1941, divulgaram:

b)    Limpeza da câmara anterior pela
insuflação do ar.

c)     
Difteria nasal primitiva.

d)    
Etmoldectomia pela via maxilar.

e)    
Cisto folicular para-dentário
do maxilar superior.

A Revista Brasileira de
Medicina, nº 9, 1944, Rio publicou:

f)      
Indicações de Broncoscopia em
cirurgia torácica.

A Revista Brasileira de
Odontologia, Rio, 1944, publicou:

g)     
Mico carcinoma do palato mole,
em co-autoria com o cirurgião dentista José Bicudo Júnior.

h)    
Capítulo do livro “Cirurgia
Torácica” do professor Fernando Paulino, 1947.

i)      
Colaboração ao livro “Manual de
Oftalmologia” do professor Paiva Gonçalves, 1969.

Realizou palestras sobre
temas mais distante da sua profissão:

j)      
Hindenburg, a Aeronave
Monumental.

l)      
Sing-Sing, a Penitenciaria
Famosa.

m       Vesúvio, o vulcão traiçoeiro.

n)    
A Terra Santa.

o)    
Riquezas arqueológicas do
Egito.

Raul Fernandes é
filho de Rodolfo Fernandes de Oliveira Martins, um sertanejo de Portalegre,
Rodolfo Fernandes, um dos mais distinguidos vultos daquele clã, comerciante
progressista, industrial criativo, administrador dos mais capazes da nossa
história, eis o homem que “encarnou toda bravura cívica dessa gente, na hora
amarga do desafio lampionesco. Houve um episódio, o da resistência à investida
de Lampião, nos idos de 1927, que poderia ser classificado como a Saga Heroica
da Família Fernandes, tão numerosos foram os seus participantes na defesa da
cidade. Rodolfo Fernandes teve a sabedoria e o bom senso de acreditar no ataque
da horda cangaceira, quando tantos achavam-no totalmente impossível. Teve a
coragem silenciosa, a bravura sem alardes de providenciar, de prevenir, de
despertar as energias adormecidas. Tornou-se o glorioso capitão de uma
resistência cívica, que emocionou todo o Brasil. Fixemos, por um momento, as
fisionomias serenas dos soldados de Mossoró. No documentário fotográfico do
Museu Municipal. Ali estão, como no movimento libertador de oitenta e três,
homens de pé no chão, operários, capitalistas, mulatos, pretos e brancos, ombro
a ombro, convencidos da missão histórica que os unia e os nivelava, na defesa
do patrimônio moral, espiritural e material que lhes legaram os seus
antepassados. Rodolfo Fernandes de Oliveira Martins, O Prefeito que se vinha
sagrando um dos maiores da nossa crônica administrativa, convocara-os para a
sagrada tarefa. E vieram todos, dos lares, das oficinas, dos templos, dos
campos, da cidade, como se fossem para uma “cruzada, como se partissem para uma
empresa escudada na fé’, segundo a legenda de Edgar Barbosa, gravada no bronze
dos monumentos. Saudêmo-los, na hora que hoje é festiva, mas que naquela
segunda-feira de junho de 1927 era de dura provação. E reverenciemos,
comovidos, a memória dos que foram levados para Deus, simbolizados no grande
líder Rodolfo Fernandes, que se consumiu nas vigílias, no esforço sobre humano
de preservar a Cidadela, cujo comando, numa feliz decisão, o povo lhe
entregara” Raul é sócio do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do
Norte e pertence à academia Norte-Rio-Grandense de Letras, de cuja cadeira de
nº 14 (Patrono: Joaquim Fagundes, Fundador Antônio Gomes da Rocha Fagundes)
tomou posse a 05.08.1983, sendo saudado por Veríssimo de Melo. Pertence também
à academia do Rio Grande do Norte.

Com informações:
Livro Antônio Silvino no RN – Raul Fernandes.

Leia a Bíblia!!!

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