ORIGEM DO NOME – O topônimo é justificado em razão da presença areias monolíticas e arenitos ferruginosos de cor preta na extensão da orla marítima.
ASPECTOS – Local de rude beleza. Praia pequena, com pedras, resumida faixa de areia e ondas fortes. Algumas faixas da Praia de Areia Preta não são aconselháveis para o banho. O acesso à beira-mar pode ser feito através de escadas localizadas nas faixas polares e centrais. Dispõe de restaurantes e bares.
As águas de Areia Preta têm proporcionado, ao longo do tempo, investidas fragorosas contra a urbanização da orla. No início do século XXI, foram anunciadas efetivas ações administrativas do Poder Público Municipal, visando a combater desgaste que as águas correntes promovem sobre o logradouro de Areia Preta. A CULINÁRIA dessa Praia destaca a carne de sol e a moqueca capixaba.
HISTÓRICO – O tenente Francisco Rodrigues Viana requereu, em 1900, aforamento de um terreno situado à Estrada das Pedras, antiga Estrada de Areia Preta. A resolução 115, de 18 de janeiro de 1908, da Intendência Municipal, qualificou “Areia Preta” como “a primeira praia de Natal com função balneária”. Em 1º de fevereiro de 1915, os bondes elétricos chegaram a essa praia.
A Praia de Areia Preta foi recanto de pescadores até 1920. Nesse ano, o comerciante Jorge Barreto construiu ali sua casa e foi aclamado conde. Aristides Néri de Moura e sua esposa Virgília Fonseca de Moura requereram, em 23 de janeiro de 1945, em aforamento, terreno de Marinha, situado na “Ponta de Areia Preta”.
Durante a Segunda Guerra Mundial, o Exército mantinha, na faixa central da Praia, um Pelotão de Fuzileiros comandados pelo tenente Liberato Azevedo Maia. À volta de 1950, os comerciantes Aproniano Pereira, residente em Currais Novos, e Luís de Barros, entre outros, utilizavam residências temporárias naquela praia.
A capela de São Francisco de Assis foi inaugurada no dia 16 de dezembro de 1945. A primeira missa foi celebrada pelo Monsenhor José Alves Landim. A ermida foi erguida graças aos esforços das “Noelistas”, moças cristãs que evangelizavam as comunidades carentes. Cabe ressaltar que, durante toda a segunda metade do século XX, a senhora Marie Bezerra, nascida em 1912, cuidou com zelo do pequeno templo sagrado da praia das areias monolíticas.
A “Praça da Jangada”, local preferido pelos turistas para retratar, foi inaugurada pelo Prefeito do Município de Natal Djalma Maranhão, em 4 de janeiro de 1956.
Sobre a romântica Areia Preta, escreve o jornalista Vicente Serejo: “Naquele tempo, a Praia do Meio não era chamada dos Artistas e Areia Preta era um pequeno território entre a ladeira da Pinto Martins, hoje Ladeira do Sol, o velho Salva-Vidas. Bem ali, as jangadas ainda repousavam ao sol posto, depois de tardes muito azuis, e a vida não parecia precisar de novidades”.
No final do século XX, surgiram os belos e luxuosos prédios de apartamentos residenciais.
Areia Preta é uma praia localizada no município de Natal, com acesso pela Via Costeira e pela Ladeira do Sol.
Pesquisa e Edição: Ricardo Tersuliano – Historiador Independente – e-mail: ricardotersuliano@yahoo.com.br – Colaborador do Blog do Cobra.
Livro: Praias Potiguares – Miguel Dantas
Foto: João Neto
NOTAS PEDAGÓGICAS:
Areia Preta e suas inúmeras nuances — é nesta belíssima praia que podemos observar a passagem de navios que chegam e saem do porto. Podemos também contemplar a beleza do imponente Farol de Mãe Luiza, que ali se encontra como sentinela, no exercício de sua preciosa função. À noite, nos encantamos com o radiante espetáculo da lua ao emergir no horizonte desta fascinante paisagem.
Foi com os olhos fixos nessa cena mágica que o poeta e historiador Ricardo Tersuliano buscou inspiração para criar sua poesia Lua Tabeliã, que pode ser lida a seguir:
Emerge, Lua
Do horizonte de Areia Preta.
Caminhos de navios,
Com destino ao alto-mar.
Apresenta-se a Mãe Luíza,
Saudosa parteira.
Teu farol, até hoje, guia e
Ilumina inúmeras vidas.
Lua linda e cheia,
Que enfeitiça os namorados,
Sobe acima do Parque das Dunas
E clareia o Tirol, Petrópolis,
Lagoa Seca e Nova,
Ponta Negra.
Lua mágica, faceira e tabeliã,
Que inspira poetas e boêmios,
Embeleza esta cidade,
Encanta seus filhos e visitantes,
Autentica seus momentos sublimes.
Poesia: Lua Tabeliã – Autor: Ricardo Tersuliano
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