Vale aqui registrar um resumo da programação do I Congresso Econômico do Rio Grande do Norte, realizado em 1º de janeiro de 1930, em Natal, pela sua grande importância para a agricultura e pecuária rio-grandenses daquela época.
Comissão Executiva: Presidente Juvenal Lamartine e Drs. Joaquim Inácio, Pedro Amorim, Adauto Câmara, Anfilóquio Câmara, Omar O’Grady, Cícero Aranha, Felipe Guerra, Aldo Fernandes, Otávio Lamartine, Nunes Pereira, Otávio Tavares e Cristóvão Dantas.
Comissão do Algodão: Drs. Otávio Lamartine, Nilo de Albuquerque, Francisco Gorgônio, Antídio Guerra, Bento de Oliveira, Cristovam Dantas, Josué Pimentel, e Srs. Carlos Meyer, Fernando Pedrosa, e Gustavo Von Shorton.
Comissão da Pecuária: Drs. Nunes Pereira, Odorico Ferreira de Souza, Dante Toscano de Brito, Anfilófio Câmara, José Bezerra e o Sr. Nelson Nóbrega.
Comissão de Agricultura Geral: Drs. Pedro Amorim, Fernandes Barbosa, Amaro Silva e Felipe Guerra e Sra. Jorge Câmara, José Rebouças, Roque Maranhão e Antônio Felipe.
Comissão do Sal: Drs. Rafael Fernandes, Vale Miranda, Omar O’Grady, Raul Caldas, Aldo Fernandes, Joaquim Inácio, Ênio Leitão e Srs. Vicente Fernandes, Vital de Zaremba e José Maranhão.
Comissão de Vias e Comunicação: Drs. Omar O’Grady, Otávio Tavares, Décio Fonseca, Júlio Resende, Hermildo Lins, Adauto Câmara e Cel. Vicente Saboya Filho.
Comissão de Organização Municipal: Drs. Hemetério Fernandes, Cícero Aranha, Adauto Câmara, Aldo Fernandes, Omar O’Grady, Armando China, Otávio Tavares e o Cel. Heráclito Peres.
PROGRAMA DO I CONGRESSO ECONÔMICO DO ESTADO
A PECUÁRIA envolvendo bovinos, equinos, muares, asininos, caprinos, ovinos, suínos, abelhas, galináceos, bicho-da-sede e peixes. Segundo detalhamento do programa, o estudo sobre esses animais abrangia desde a seleção das raças até molestias, pragas, alimentação, manejo, produtividade, tecnologia dos seus produtos e recenseamento, sobretudo, dos bovinos. É interessante se notar que naquela época já existia uma preocupação com a Sericicultura, isto é, a criação do bicho-da-seda.
A AGRICULTURA compreendia o algodão, a cana-de-açúcar, fumo, cacau, cereais, leguminosas, silvicultura, cera de carnaúba, borracha, indústria do sal, vias de comunicação e organização municipal. Com respeito às culturas, foram estudados a importância econômica de cada uma delas, suas variedades, seu melhoramento, seus experimentos, sua produtividade, sua adubação, industrialização dos seus produtos e organização comercial e cooperativismo. No tocante às vias de comunicação e organização comercial, estudaram e avaliaram o transporte marítimo, estradas de ferro, estradas de rodagem, orçamentos, organização fiscal, administração municipal e desenvolvimento das fontes de vida econômica dos municípios.
Percebe-se o quanto foi importante esse Congresso para a economia do Estado, despertando nos agentes de produção novas ideias de progresso, e, nas áreas de pesquisa e ensino, outras possibilidades de crescimento e aperfeiçoamento.
Com informações e imagem livro: Evolução Econômica do Rio Grande do Norte – (Do Século XVI ao Século XX) – Paulo Pereira dos Santos
Aladim Potiguar – Colaborador do Blog do Cobra.
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