Bons tempos aqueles…
Naqueles tempos as pessoas colocavam cadeiras nas calçadas e, no final da tarde, se reuniam para conversar, até as 9 horas da noite.
Naqueles tempos as músicas tinham letra e as poesias se associavam à melodia.
Naqueles tempos existiam as retretas semanais.
Naqueles tempos ainda se tomava remédios caseiros para curar todos os males.
Naqueles tempos os farmacêuticos se debruçavam, atenciosos, sobre os balcões de madeira.
Naqueles tempos os médicos examinavam os pacientes com toda atenção, e os exames eram pedidos somente depois.
Naqueles tempos se morria junto da família e não no leito frio dos hospitais ou UTIs.
Naqueles tempos a natureza ainda era parceira dos homens, e não se conhecia termos como ecologia, ecossistema, biodiversidade, camadas de ozônio, etc.
Naqueles tempos as cartas eram escritas à mão, usando-se canetas de bico de pena, tinteiro e mata-borrão.
Naqueles tempos se trocavam figurinhas e gibis nas portas dos cinemas.
Naqueles tempos se escutava rádio como hoje se vê televisão.
Naqueles tempos se ouvia discos nas radiolas de fichas.
Naqueles tempos as frutinhas nativas abundavam nas feiras e mercados.
Naqueles tempos as notícias urgentes eram enviadas por telegramas.
Naqueles tempos existia casamento que unia o casal perante Deus e a sociedade.
Naqueles tempos andar, correr, nadar e caminhar não eram feitos em academias de ginástica.
Naqueles tempos os políticos tinham espírito público.
Naqueles tempos não havia problemas em estacionar os veículos nas ruas.
Naqueles tempos não existia o número enorme de mendigos nas ruas ou sinais.
Naqueles tempos tomava-se banho de mar nas primeiras horas da manhã. E as praias não eram poluídas.
Naqueles tempos observava-se o pousar dos hidroaviões no Rio Potengi.
Naqueles tempos os profissionais trabalhavam com capricho e amor à profissão.
Naqueles tempos não existiam discursos políticos enganadores.
Naqueles tempos existia seriedade, sinceridade e atitudes.
Naqueles tempos os bondes circulavam nas nossas avenidas.
Naqueles tempos a população era feliz.
Naqueles tempos não usávamos sacolas plásticas nas compras.
Naqueles tempos os alimentos eram naturais.
Naqueles tempos os idosos eram respeitados e valorizados.
Mas, o bom mesmo daqueles tempos era não precisar olhar para trás e dizer como hoje: ‘saudades daqueles tempos…'”
Com informações e imagem livro: Antiqualha – Elísio Augusto de Medeiros e Silva.
Aladim Potiguar, colaborador do Blog do Cobra.
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