Na sua primeira passagem pelo céu da cidade de Natal, o dirigível alemão Graf Zeppelin sobrevoou a cidade às 14 horas do dia 28 de maio de 1930, depois de ter aterrissado no Recife, completando a travessia entre a Alemanha e o Brasil. O dirigível, escoltado pelo “Late-25/n.616”, foi recebido com grande aclamação popular. Na Praça Augusto Severo, na Ribeira, o dirigível deixou cair uma coroa de flores artificiais com os seguintes dizeres: “Homenagem da Alemanha ao Brasil, na pessoa do seu grande filho Augusto Severo”.
O Graf Zeppelin sobrevoou Natal pela segunda vez em 20 de outubro de 1933. A passagem ocorreu às 23 horas e 30 minutos, passando sobre a Praça Augusto Severo, iluminada e cheia de pessoas. Ao chegar, diminuindo a marcha e a uma altura estimada de 200 metros, o dirigível deixou cair, de bordo, uma segunda coroa de flores naturais, pendente de um pequeno paraquedas luminoso, sobre o monumento de Augusto Severo. A coroa, atada com um laço de seda nas cores nacionais da Alemanha e do Brasil, tinha a seguinte legenda: “A Augusto Severo, o grande brasileiro que idealizou a aviação como fator de progresso e arma de aproximação entre os povos, homenagem do Graf Zeppelin.”
Toda a população natalense estava desperta e acompanhou, nas ruas, as evoluções do Graf Zeppelin. Nessas duas passagens por Natal, foram feitas fotos que se tornaram cartões-postais.
Essas homenagens, realizadas pela empresa Luftschiffbau Zeppelin G.M.B.H., construtora do Zeppelin, foram uma iniciativa inédita e pessoal, em reconhecimento à importância histórica de Augusto Severo para o desenvolvimento dos balões dirigíveis.
Com informações livro: História da Aviação no Rio Grande do Norte – Paulo Pinheiro de Viveiros.
Revista: Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte: Monumentos, Relíquias, Obras de Arte, Personagens, Documentos e Livros.
Matéria Woden Madruda – Tribuna do Norte 28/05/2015.
Foto: João Galvão.
Aladim Potiguar, colaborador do Blog do Cobra.
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