Passada a eleição, vale uma reflexão que cabe a todos nós, brasileiros que se importam de verdade com o país, independentemente do voto: o que estamos dispostos a cobrar de quem escolhemos e, sobretudo, de quem venceu esta eleição?
Quando os resultados não atendem às necessidades do país ou de sua grande maioria, a continuidade precisa ser questionada. A alternância de poder abre espaço para testar outros caminhos, comparar resultados e cobrar mudanças. Nenhum governo deveria estar acima dessa avaliação. Nenhum fanatismo, seja de direita ou de esquerda, vai salvar o nosso país. Medidas populistas voltadas a benefícios individuais, por si só, também não, nunca salvo. O país é de todos e precisa atender às necessidades de todos os brasileiros.
Precisamos compreender que nosso papel vai além das urnas. Estudar o básico de economia e política, acompanhar os indicadores, comparar os resultados ano a ano e entender os efeitos das decisões públicas são passos necessários para avaliar se o país está avançando de verdade. Inclusive quando isso exige rever nossas próprias convicções em favor do bem coletivo. Se uma parte está satisfeita, a outra metade continua sem perspectivas, precisamos olhar para essa realidade porque ela é expressiva.
Pode-se mesmo considerar vitória a metade de um todo? Precisamos olhar para a economia, para o empresário que mantém 80% dos empregos do Brasil, para a renda, para a educação de verdade, a saúde e as oportunidades com a mesma atenção com que acompanhamos a apuração. Quanto poderíamos transformar se a dedicação de acompanhar cada voto também estivesse presente na fiscalização de cada decisão que afeta o nosso futuro?
O compromisso com o país precisa ser maior que o apego a qualquer governo. Afinal, o futuro de todos nós merece mais do que a satisfação de ter vencido uma eleição.
As consequências econômicas e sociais negativas de uma vitória não se limitam a quem não a celebra.
Um país dividido nas urnas tão estreitamente precisa refletir. Uma margem tão pequena de votos não define quem vence efetivamente. A vitória eleitoral precisa se traduzir em resultados que alcancem também quem fez outra escolha, e isso, hoje, é fatidicamente questionável.
Hoje, como parte de um todo que sou, sigo acreditando no meu país e fazendo a parte que me cabe para construir algo melhor para todos nós, igualmente.
Somos um: o Brasil.
Ana Luiza Tersuliano
Brasileira
Administradora
Especialista em Gestão de Pessoas e Finanças.
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