Origem do nome – O nome “Maxaranguape” provém do tupi “mboi-cinung-gua-pe” (no vale ou na barra da cascavel). “Mboi” é a cobra. “Bocinung” é a denominação tupi da cascavel. “Guá” é o vale. Pe é a locução em que. “Barra de Maxaranguape” ou “Barra dos Negros”, devido à maior arregimentação de negros, remanescentes do trabalho escravo em engenho.
O rio Maxaranguape nasce no olheiro ou fonte do Pau-ferro, situado nos arredores da vila Maxaranguape, antigamente conhecida como “Pureza”. As suas águas são perenes e potáveis.
Aspectos – Barra de Maxaranguape é uma linda praia, de mar tranquilo, com ondas suaves que banham as areias finas e claras. A formação de recifes em alguns trechos favorece o banho. Uma enorme linha de coqueiros marca o desenho natural da ponta da barra (lado sul da orla). A povoação é pesqueira, festiva e hospitaleira. Destaca-se o Cabo de São Roque, localizado na extremidade norte da praia e considerado o ponto da América do Sul mais próximo ao Continente Africano. No local, encontra-se o “Farol São Roque”. A culinária de Maxaranguape destaca o peixe cozido e frito, e os frutos do mar.
Histórico – Em fevereiro de 1605, Nicolau Vazelim tinha a posse do rio Boixununuguape.
A transmissão de posse da sesmaria concedida ao Governador João Fernandes Vieira data de 1666 e inclui terras devolutas do Ceará-Mirim até o porto do Touro, bem como as terras litorâneas do MOXORUNGUAPE. No ato o Governador foi representado pelo vigário de Natal, Padre Leonardo Tavares de Melo e contou com a presença do Provedor da Fazenda Real Diogo Fragoso Souto Maior, tendo como escrivão Pedro da Costa Faleiros.
Em 1832, Maxaranguape contava com 15 fogos e 34 almas. O lugar recebeu os retirantes da estiagem ocorrida no período entre 1877 e 1879. A seca havia afetado o trabalho no campo, especialmente as atividades açucareiras. Povoação citada em 1894.
Em 1930, a vila de Maxaranguape tinha 1.121 moradores. Maxaranguape foi aldeia de pescadores, em 1832, quando já existia escola e a capela de Nossa Senhora da Conceição. Tornou-se município em 1958.
A comunidade de Maxaranguape mantém a sua tradição pesqueira, sendo legítima representante dessa atividade no Estado. A frota pesqueira potiguar contabilizava, em 1998, 3.710 embarcações.
Artesanato – O artesanato de Maxaranguape distingue-se a partir dos trabalhos de bordado, labirinto, confecção de cestarias, bolsas de palha e redes para pesca. Os depósitos aluvionares compõem a sua litostratigrafia.
Praia do Município de Maxaranguape.
Acesso – BR 101/RN 160.
Distância de natal – 51 km.
Com informações e imagem livro: Praias Potiguares – Miguel Dantas
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