A história da chegada da família Pignataro ao Rio Grande do Norte teve início em 1887, quando o casal italiano Giuseppe Pignataro (12.03.1828) e Rosa Maimone (23.09.1826), naturais de Trecchina, na região da Basilicata, no sul da Itália, deixou sua terra natal acompanhado das filhas Agnese e Maria, de seus respectivos maridos, Giovanni Battista Russo e Pasquale Iaselli, e do filho caçula, Francesco Pignataro (17.03.1859). O destino inicial da família era o porto de Santos, em São Paulo.
A emigração ocorreu no contexto das profundas transformações políticas e econômicas decorrentes da unificação italiana e da incorporação do antigo Reino das Duas Sicílias ao Reino da Itália, processo que provocou o empobrecimento da população e impulsionou a grande imigração italiana para as Américas.
Durante a viagem transatlântica, uma escala em Lisboa alterou definitivamente os rumos da família. Francesco apaixonou-se pela portuguesa Joanna Baptista Pinheiro e decidiu desembarcar com ela em Recife, separando-se dos pais e das irmãs, que seguiram viagem para Santos. O casal estabeleceu-se em Olinda, onde nasceu Francisca Pignataro. Ao chegar ao Brasil, Francesco passou a utilizar a forma aportuguesada do nome: Francisco.
Enquanto isso, o restante da família desembarcou em Santos. Pouco tempo depois, Rosa Maimone faleceu, levando Giuseppe Pignataro, já conhecido como José Pignataro, a reencontrar o filho em Pernambuco. Em seguida, pai e filho decidiram buscar novas oportunidades na então promissora vila de Nova Cruz, no Rio Grande do Norte, deixando Francisca temporariamente sob os cuidados de uma criada.
Já em território potiguar, Giuseppe apresentou Francisco à família do proprietário rural José Jeronymo Marinho, no Piau, atual distrito de Tibau do Sul. O italiano manifestou interesse em casar-se com Vicência de Mello Marinho, desde que ela aceitasse criar Francisca. Após a concordância da família, o casamento foi acertado.
Em 7 de março de 1888, Giuseppe Pignataro faleceu em Nova Cruz, às vésperas de completar 60 anos. Seu registro de óbito, na Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, constitui o primeiro documento oficial da presença da família Pignataro no Rio Grande do Norte.
Com o apoio dos cunhados Félix José Marinho e Eufrasino José Marinho, além de Maria Umbelina Pereira Marinho, conhecida como Dona Lica, Francisco conseguiu trazer a filha Francisca para o Rio Grande do Norte. Estabelecido em Nova Cruz, prosperou no comércio de couro, algodão e cereais, construiu sua residência e casa comercial e consolidou os laços familiares e sociais na região. Em 1º de janeiro de 1890, Francisco Pignataro e Eufrasino Marinho participaram da instalação do Club Republicano de Nova Cruz.
Da união entre Francisco Pignataro e Vicência de Mello Marinho nasceram descendentes que deixaram marcas importantes na história potiguar. Francisca Pignataro casou-se com João Umbelino de Azevedo; Rosa Pignataro destacou-se como poetisa de Nova Cruz; Carmelo Pignataro tornou-se vereador em Extremoz; e Francisco Pignataro exerceu o cargo de tesoureiro da Recebedoria de Rendas do Estado. Os nomes de Rosa, Carmelo e Francisco foram homenageados em instituições e logradouros públicos do Rio Grande do Norte, perpetuando o legado da família.

Com informações: Revista do IHGRN – 2017. André Felipe Pignataro Furtado de Mendonça e Menezes ( Texto original, está disponível na revista, com a mesma foto)
Foto: Acervo Instituto Histórico e Geográfico do RN (com pequenas altereções de recursos de inteligência Artificial)
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