Na primeira década do século XX, a cidade começa a se espraiar para a Cidade Nova (Tirol e Petrópolis), e na direção do Alecrim e das Rocas. O bairro do Alecrim é criado oficialmente em outubro de 1911.
Funcionam na Cidade Alta, o Palácio do Governo e a Prefeitura, as Igrejas da Apresentação, do Galo e do Rosário, o Atheneu, o Colégio Santo Antonio e o Colégio da Conceição, o Instituto Histórico e Geográfico. Mais: o Palácio do Bispo e o Natal Clube. Na Ribeira, o Teatro Carlos Gomes, a Escola Doméstica, o Colégio Pedro II, a Livraria Fortunato Aranha, a Estação da Central, a Great Western, o Cais do Porto, o Café Java da Onça.
Jornais radicais são estimados. Em 1905, dois jornais de oposição são empastelados, para ressurgirem depois ainda mais opositores: o Diário de Natal, de Elias Souto, e A Gazeta do Commercio, de Pedro Avelino.
A seguir passaram a circular três jornais grandes: A República (órgão oficial do Estado), A Imprensa (do coronel Francisco Cascudo) e o Diário de Natal (da Igreja Católica).
Anota Manuel Rodrigues de Melo:
“Além desses jornais, considerados os mais importantes da cidade, circulavam ainda: A Opinião, de Antônio Alves…”
A Palavra, da Congregação Mariana de Moços; Fé e Luz, do Padre João da Mata Paiva; Jornal da Noite, de Cussy Júnior, A Notícia, de Anfilóquio Câmara; Terra Natal, de Pedro Lopes Júnior; O Imparcial, de Joaquim de Fontes Galvão; Letras Novas, de Manuel Onofre de Andrade; Cigarra, de Aderbal de França; O Estado, de Pedro Militão, além de outros de esporádica aparição, que matinham o clima de pilhéria, do riso, da zombaria, do bom humor, em versalhada e prosa da mais dissolvida liberdade.”
Os velhos periódicos desapareceram, mas a memória popular retém os versinhos:
Rio Grande do Norte
Capital Natal,
Em cada rua um poeta,
Em cada beco um jornal.
Para não desmentir o verso, Natal é a cidade dos muitos jornais impressos e incontáveis eletrônicos.
Com informações livro: Natal. Uma nova biografia. Diógenes da Cunha Lima.
Foto gerada com recurso de inteligência Artificial
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