Ribeira: memória viva da história potiguar

Ana Tersuliano
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20/05/2026 às
20:28

Você sabia que a Ribeira já foi uma área alagada pelas marés do Rio Potengi e se transformou em um dos bairros mais históricos e culturais de Natal?

Onde se ergue o Teatro Alberto Maranhão, antigo Carlos Gomes, tomava-se banho salgado em fins do século XIX, relata Cascudo, fazendo o histórico da ocupação do atual bairro da Ribeira. A Praça Augusto Severo “era uma campina alagada pelas marés do Potengi. As águas lavavam os pés dos mortos”. Documentos falam do plantio de coqueiros até o século XVIII, como zona de sítios e armazéns de mercadorias exportadas para Pernambuco. A Cidade Alta aparecia como bairro residencial e comercial, enquanto as ruas Duque de Caxias, Dr. Barata, Chile e Frei Miguelinho continuavam desertas.

Em 1850, foram construídos diversos prédios na Rua do Comércio (Rua Chile) e, em 1869, o Cais 10 de junho (Tavares de Lira). No ano seguinte, Pedro de Barros Cavalcante transferiu a sede da Administração Provincial da Rua da Conceição, na Cidade Alta, para o sobrado da Rua do Comércio, na Ribeira. Somente em 1902, a sede do Governo voltaria à Cidade Alta.

O crescimento da Ribeira se deu no final do século XIX para início do século XX. Em 1905 o bairro foi o primeiro a receber iluminação pública. Posteriormente, teve hotéis, casas comerciais, clubes de dança e o primeiro cinema, Politeama (1911). Em 1994, a Ribeira começou a receber intervenções, através do Projeto de Revitalização, compreendendo projetos de drenagem, calçamento, iluminação e recuperação de fachadas dos imóveis da Rua Chile.

Oficializado como bairro pela Lei n.º 251 de 30 de setembro de 1947, na administração do Prefeito Sylvio Pizza Pedroza, teve seus limites redefinidos na Lei n.º 4.330, de 05 de abril de 1993, publicada no Diário Oficial em 07 de setembro de 1994. O bairro já recebeu homenagens em letras de músicas, em livros e crônicas.

Com informações livro: Natal 400 anos depois

Pesquisa e edição: Ricardo Tertuliano – Historiador Independente

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