1928
8 de outubro – Nasce Newton Navarro na Avenida Rio Branco nº 679, Nata/RN, Filho de Elpídio Soares Bilro, classificador de algodão, e Celina Navarro Bilro, professora primária. Estuda no Colégio Santo Antônio Marista, onde cursa o 1º Grau.
1941-1944
Estuda no Colégio Santo Antônio Marista, onde cursa o 1º Grau.
1945-1946
Estuda no Colégio Atheneu.
1946
Pede transferência para estudar em Recife. Inicialmente, os pais queriam que ele fizesse Direito, mas não se matricula e vai fazer um curso livre de pintura com Lula Cardoso Ayres. Lá conhece nomes como Aloísio Magalhães, Reynaldo Fonseca, Ladjane Bandeira e Augusto Rodrigues.
1948
Frequenta o ateliê de Hélio Feijó, em Recife. Lá, participa do 1º Salão de Arte Moderna do Recife, na Faculdade de Direito. Realiza, em exposição individual, o 1º Salão de Arte Moderna do Rio Grande do Norte, na antiga Sorveteria Cruzeiro, no Grande Ponto. Na verdade, o catálogo da exposição dizia: “Primeira Exposição de Desenho e Pintura”, e a data era de dezembro de 1948 a janeiro de 1949.
1949
Conhece o escritor Érico Veríssimo, de quem se torna amigo. Ilustra o Suplemento Literário do Diário de Pernambuco, assim como diversas capas de livros. Faz adaptação para o teatro do conto “O Muro”, de Sartre. Instala o 2º Salão de Arte Moderna do Rio Grande do Norte, ao lado de Doryan Gray e Ivon Rodrigues.
1951
Viaja a Buenos Aires e visita Museus nos quais fica diante de obras de grandes nomes, como Picasso, Matisse, Braque, Van Gogh, dentre outros. De volta ao Rio de Janeiro, estuda gravura com Goeldi. Expõe na Bahia, onde conhece Pancetti.
1952
Estuda pintura no Rio de Janeiro com André Lhote.
1953
Publica o primeiro livro de poesia, “Subúrbio do Silêncio”, editado pelo Departamento de Imprensa do Estado.
1955
Publica “ABC do Cantador Clarimundo”, que ganhou o 1° Prêmio de Poesia Câmara Cascudo, promovido pela Prefeitura de Natal.
1956
Publica o poema dramático “O Caminho da Cruz”, tendo como tema a Via Sacra (obra não republicada nas Obras Completas – Fiern/FJA, 1999)
1957
Expõe no Clube Militar do Rio de Janeiro sobre o tema Jangadeiros, Rendeiras, Salineiros e Vaqueiros.
1958
Expõe desenhos e pinturas no Recife a convite do Governo de Pernambuco.
1959
Faz outra exposição no Recife, dessa vez no Teatro Santa Isabel, a convite de Cacilda Becker.
1961
Publica o livro de contos “Solitário Vento do Verão”, editado pela Fundação José Augusto. Participa do II Encontro de Escritores Brasileiros, no Rio de Janeiro, onde lança o livro. Assume a direção da Galeria de Arte da Prefeitura de Natal.
1962
Cria e funda a Escolinha de Arte Candido Portinari, filiada à Escolinha de Arte do Brasil, de Augusto Rodrigues.
1964
Viaja a Paris, participando da vida artística daquela cidade. Volta menos de um mês depois, pelo sentimento de saudade que sentia por Natal.
1966
Expõe em Lisboa, Portugal, e faz sua segunda viagem a Paris.
1969
Publica “30 Crônicas não Selecionadas”, nas quais são retratadas experiências vividas na pequena estada em Paris.
1970
Publica “Os Mortos são Estrangeiros”, “Beira Rio” e o álbum “Futebol”, com apresentação do crítico Clarival do Prado Valadares.
1972
Sai o livreto “Natal Colorida”, uma espécie de publicidade turística de Natal com texto e ilustrações de Newton Navarro, fotos de Francisco Améndola e tradução para o inglês do professor Dalton Melo de Andrade (essa obra não consta nas Obras Completas).
1974
Comemora 25 anos de vida artística com uma grande retrospectiva em Natal, no Museu do Sobradinho.
1975
Lança “Do outro lado do rio, entre os morros”, Editora da FJA. A convite do Bandern, expõe no Banco Interamericano de Desenvolvimento, em Washington (EUA), numa exposição coletiva.
1976
Expõe e lança o álbum de Gravuras Sertanejas em Natal.
1978
Saúda o escritor Jorge Amado no lançamento do livro “Tieta do Agreste”, na Livraria Clima. A Fundação José Augusto (FJA) institui o Prêmio Newton Navarro de Artes Plásticas. A Escolinha de Arte Candido Portinari passa a fazer parte da FJA. Realiza exposição individual no Salão Nobre do Palácio Potengi, sob a temática franciscana. Publica a novela “De como se perdeu o Gajeiro Curió”, editado pela Livraria Clima, último livro seu a ser publicado.
1980
Realiza exposição na Funarte, no Rio de Janeiro, com apresentação de Clarival do Prado Valadares, Jorge Amado, José Candido de Carvalho, Luís da Câmara Cascudo e Mauro Motta. Nessa exposição, recebeu visitas de nomes como Carlos Drummond de Andrade, José Candido, Jaguar e Ziraldo. Expõe a Mostra “Jardins do Mar” na Biblioteca Pública Câmara Cascudo, após a volta do Rio de Janeiro. A inspiração era a paisagem de Ponta Negra.
1981
Participa da coletiva de artistas do Norte e Nordeste na Galeria Augusto Rodrigues, em Recife.
1982
Faz individual na Galeria de Arte da Biblioteca Câmara Cascudo. Lança, em São Paulo, o álbum “Futebol”, no qual constam 150 desenhos inspirados em treinos e jogos de clubes como Estrela do Mar, Palmeiras, ABC e América. A primeira edição desse álbum foi realizada durante o governo do Monsenhor Walfredo Gurgel, pela gráfica do estado.
1983
Faz individual de desenhos na Fundação José Augusto. Expõe 15 desenhos (não especificados) em novembro, no Salão Nobre do Ministério da Educação e Cultura, em Brasília (DF).
1984
Expõe no Museu de Arte Contemporânea em Olinda (PE), numa promoção da Secretaria Estadual de Turismo, Cultura e Esporte. O desenho de São Sebastião, que fazia parte da exposição, tornou-se parte permanente do acervo do Museu.
1987
Expõe na Galeria de Arte da Biblioteca Câmara Cascudo. Participa de Coletiva de Pintores Norte-rio-grandenses no Centro Cultural do Banco do Brasil, no Rio de Janeiro.
1988
Expõe novamente na Biblioteca Pública Câmara Cascudo. Faz individual na Escola Doméstica de Natal.
1989
Expõe na Galeria Sérgio Milliet, na Funarte, no Rio de Janeiro. Lança um álbum de desenhos com temas do Boi Calemba, na FJA. Individual em Pernambuco, promovida pela Secretaria Estadual de Turismo, Cultura e Esportes.
1990
Faz exposição com 15 trabalhos em aquarela, guache e nanquim e 5 obras em crayon que homenageiam o pintor Vincent Van Gogh na Galeria Newton Navarro, da Fundação Hélio Galvão.
1992
18 de março – morre na Casa de Saúde São Lucas, em Natal. Em julho de 1992, é lançado o álbum póstumo “Palhaço” (100 exemplares), com desenhos dedicados ao amigo Celso da Silveira e ao sobrinho José Edson de Moura Júnior.
2006
Seu nome denomina a Ponte sobre o Rio Potengi
O Projeto de Lei (PL), de autoria da então deputada estadual Ruth Ciarlini, corresponde à proposição nº 003/2006, protocolada em março de 2006 na Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Norte, com o objetivo de denominar oficialmente de “Newton Navarro” a ponte Forte-Redinha, que liga a Zona Norte ao restante de Natal.
A iniciativa prestou homenagem ao célebre artista plástico, poeta e jornalista potiguar Newton Navarro, considerado um dos introdutores da arte moderna no estado.
Resumo da tramitação:
Proponente: Deputada Ruth Ciarlini (PFL).
Número do projeto: PL nº 003/2006 (Processo nº 006/2006).
Justificativa: O projeto destacou a contribuição de Newton Navarro para a cultura potiguar e marcou os 14 anos de seu falecimento.
Resultado: A denominação foi consolidada, batizando definitivamente a estrutura sobre o Rio Potengi como Ponte Newton Navarro. O projeto foi aprovado no plenário da Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Norte e sancionado pela governadora Wilma de Faria.
Com informações Livro: Navarro, Um Anjo Feito Sereno – Sheyla Azevedo
Pesquisa e edição: Ricardo Tersuliano – Colaborador do Blog do Cobra
E-mail: blogdocobra@yahoo.com Apoie a preservação da nossa história. Anuncie conosco: (84)98764-9696. Gostou deste conteúdo? Siga-nos no Instagram: @blogdocobra_
