Francisco do PT destaca avanços na saúde e responsabilidade tripartite no setor

Ana Tersuliano
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07/05/2026 às
12:50

A gestão da saúde pública e os desafios estruturais do setor no Rio Grande do Norte pautaram o pronunciamento do líder do Governo, Francisco do PT, nesta quinta-feira (7). Ao analisar o cenário estadual, o parlamentar defendeu o cumprimento dos limites constitucionais de investimento pela atual gestão e ressaltou a necessidade de uma atuação conjunta entre as esferas municipal, estadual e federal para o pleno funcionamento das unidades de atendimento.

Em resposta a questionamentos levantados anteriormente na sessão, por Gustavo Carvalho (PL), o deputado assumiu o compromisso de buscar informações detalhadas sobre a situação do Hospital Walfredo Gurgel. Francisco do PT pontuou que os problemas enfrentados na área são, muitas vezes, reflexo de um subfinanciamento histórico e de defasagens na tabela do Sistema Único de Saúde (SUS), dificuldades que atingem gestores de diferentes níveis e orientações políticas.

Durante o debate, o parlamentar enfatizou que o governo de Fátima Bezerra (PT) tem honrado os repasses obrigatórios para saúde e educação, diferenciando-se de administrações anteriores. “Temos problemas? Temos. Mas também temos avanços”, declarou o líder governista, ao defender que a comparação justa de uma gestão deve ser feita com os cenários herdados de mandatos passados.

A argumentação suscitou uma intervenção do deputado Nelter Queiroz (PP), que sugeriu, em aparte, que a comparação fosse realizada entre o primeiro e o segundo mandato da atual governadora. Em resposta, Francisco do PT reiterou que o parâmetro de justiça administrativa exige observar o estado em que o governo foi recebido, citando como exemplo a conclusão do Hospital da Mulher, em Mossoró, e a expansão da cobertura do SAMU, que atualmente atinge 83% do território potiguar.

O parlamentar encerrou seu pronunciamento destacando a natureza tripartite da responsabilidade sobre a saúde. Segundo ele, a carência de serviços básicos nos municípios, como a realização de exames simples, acaba por sobrecarregar os hospitais regionais. “Quantas demandas que são de responsabilidade dos municípios vão bater nas portas dos hospitais regionais, superlotando as unidades? Essa é uma realidade que precisa ser debatida”, concluiu.

Foto: João Gilberto

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