O descumprimento de decisões judiciais e o atraso no pagamento de emendas impositivas voltadas à saúde pautaram o pronunciamento de José Dias (PL) durante a sessão plenária desta quarta-feira (29). Na tribuna da Assembleia Legislativa, o parlamentar demonstrou indignação com a retenção de recursos que, segundo ele, deveriam ser liberados de forma automática por meio da modalidade fundo a fundo.
De acordo com o legislador, o Poder Executivo estadual tem negligenciado compromissos financeiros firmados com o parlamento, inclusive ignorando prazos determinados pela Justiça. O representante ressaltou que há processos transitados em julgado favoráveis ao pagamento das emendas de 2024, mas que a gestão da governadora Fátima Bezerra (PT) ainda não efetuou os repasses. “O governo não respeita sequer uma decisão judicial. Vamos continuar na luta pedindo agora a execução forçada”, afirmou o orador, classificando a situação como “absurda”.
Além das críticas à administração estadual, o deputado expandiu o debate para o cenário político nacional. Ele repercutiu informações sobre a oscilação da popularidade do Governo Federal entre os jovens e defendeu que o eleitorado tem o “direito sagrado” e o dever de cobrar resultados daqueles que elegeu. Para o parlamentar, a soberania do voto carrega a responsabilidade pelas consequências das escolhas feitas nas urnas.
Ao traçar um paralelo histórico, José Dias recordou períodos de exceção vividos no Brasil, como a era Vargas e o regime militar, para comparar com a atual instabilidade institucional que percebe no país. O parlamentar encerrou sua fala lamentando o que chamou de “descondenação” do atual Presidente da República e reforçou seu compromisso em seguir fiscalizando as ações governamentais em prol da sociedade potiguar.
Foto: Eduardo Maia
Gostou desse conteúdo? Siga-nos no Instagram: @blogdocobra_
