ORIGEM DO NOME – O nome “Jenipabu” provém do tupi “jenipab-u” (“comer jenipapo”, ou “onde se come jenipapo”). Jenipapo é o fruto do jenipapeiro, baga fortemente aromática.
O maior conhecedor da toponímia do Rio Grande do Norte, historiador Luís da Câmara Cascudo escreve Jenipabu com “J” de jenipapo, do tupi “iandi-ipab” (fruto das extremidades que dá suco)
ASPECTOS – Jenipabu é a praia mais divulgada do Estado, lugar de eleição fantásticos passeios de “bugre” por dunas móveis (conjunto de vistas assemelhado ao do deserto do Saara), com visita à bela lagoa de Jenipabu, a qual serviu de cenário para a novela “Tieta do Agreste”. São opções, ainda, os passeios de dromedários e a prática do esqui de areia. Lá existem hotéis, restaurantes, lojinhas de artesanatos.
HISTÓRICO – Termo de doação de 1.200 braços em quadro no Seara pela costa até a banda sul na ponta onde descobre a fortaleza. Sesmaria número 73, de 26 de outubro de 1604. Donatário: Gaspar Rabelo. Doador: Capitão-Mor Jerônimo de Albuquerque.
A povoação de Jenipabu, fixada na desembocadura do rio Baquipe (de “baqua- pe”, o caminho veloz), nome antigo do rio Ceará-Mirim, ofereceu heróica resistência nos enfrentamentos contra portugueses (1501 e 1535).
No século XVI, Jenipabu foi local de criação de gado “vacum”, trazido pelos franceses da Normandia. Nesse século, a população indígena, na faixa litorânea entre o Potengi e o Açu, atingiu aproximadamente 1 200 habitantes.
Os portugueses denominaram “Baía de Domingos Martins”, uma referência ao proprietário de Jenipabu, dono de rede de pesca (janeiro de 1605).
Em 1° de abril de 1988, o empresário francês Patrick Müller inaugurou, no loteamento Jardim Fonte, o “Genipabu Hotel”, marco para a solidificação da atividade turística em Jenipabu.
LENDA Habitou nesse local denominado Jenipabu a “Alma de Gato”, mito em forma de uma sombra, capaz de reproduzir a forma de um gato com olhos que destilam fogo. O fabulário Cascudiano, descreve: “Nenhum mal físico e imaginário se pode esperar da Alma de Gato… Ele só se apresenta para repreender as crianças desobedientes.”
REGISTRO – Em 1699, o líder tupi Surupiba (chefe da tribo potiguar fixada em Jenipabu) junto com o seu grupo de índios foram empurrados para o mar onde morreram afogados, por ocasião ao ataque dos portugueses aos potiguares, sob a ordem do capitão Gartsman.
PRAIA DO MUNICÍPIO DE EXTREMOZ.
ACESSO – Estrada da Redinha, estrada de Jenipabu e travessia do rio Potengi.
DISTÂNCIA DE NATAL – 30 km.
Pesquisa, edição, texto: Ricardo Tersuliano – Historiador Independente, e-mail: ricardotersuliano@yahoo.com.br – Colaborador do Blog do Cobra.
Com informações e imagem: livro Praias Potiguares – Miguel Dantas
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