Travessa: Cicero de Assis

Ana Tersuliano
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31/01/2026 às
12:25

Cícero de Assis (Cícero de Marcelino), filho de Marcelino de Assis e Maria dos Anjos (parteira), nasceu na Praia de Caraúbas Maxaranguape/RN, no dia 15 de agosto de 1934. Casou-se com Josefa Darci de Assis, teve 6 filhas e um filho, sendo ele(a)s as seguintes:

– Maria Rosália de Assis Fernandes, nascida em 04/09/1962;

– Maria Rosangêla de Assis, nascida em 17/03/1964;

– Rosalba de Assis Menezes do Amaral, nascida em 18/09/1965;

– Rosenir de Assis, nascida em 09/09/1966;

– Rosely de Assis, nascida em 02/11/1970;

– Cicero de Assis Júnior. Nascido em 19/06/1976;

– Gleysa Deyse de Assis (neta), ele registrou como filha, nascida em 22/11/1984. Em outro relacionamento, Cicero de Marcelino teve uma filha de nome: Landrejane Maria Silva de Melo.

Cicero de Assis, saiu da companhia dos pais, para trabalhar e ajuda-los, foi morar na casa de uma tia no bairro de Santos Reis, em Natal/RN. Saia de Natal onde trabalhava para levar alimentos em um saco de estopa na época, em seus ombros, a pé pela beira da praia da Redinha até a praia de Caraúbas. Esta história era contada por Cicero a suas filhas. Cicero amava a igreja, era devoto e afilhado de Nossa Senhora da Guia a Padroeira da praia. Nas festas da santa ele fazia questão de participar do leilão, (gritava o leilão), sempre contribuía para ajudar a igreja. Tinha prometido a Nossa Senhora da Guia que daria uns lustres e catiçais para a igreja e antes de falecer realizou esse sonho.

Posteriormente, Cicero de Assis (Cicero de Marcelino), ingressou no quadro de servidores da Marinha do Brasil, com função exclusiva de motorista. Segundo informou um amigo seu que era oficial Capitão/Tenente (AA) RRM José Maria Rocha Machado. O mesmo disse ter feito inúmeras viagens com o amigo Cicero para os seguintes faróis: Touros, Ponta do Mel, Areia Branca, eram viagens programadas para abastecer os faróis de materiais necessários ao seu funcionamento. Também levavam mantimentos para os militares faroleiros, que faziam turnos de meses, outros até moravam com a família em lugares que existia a casa do faroleiro. Era função deles a noite colocar para funcionar o farol para sua lâmpada emitir os lampejos luminosos que chega a várias milhas náuticas, para orientação das embarcações que navegavam e navegam, no litoral do Rio Grande do Norte.

Esses materiais eram transportados na Toyota Bandeirantes com cabine dupla e carroceria para carga que Cicero trabalhava. Na cabine viajavam militares e civis que trabalhavam na condução e manutenção dos faróis. As viagens eram sempre acompanhadas por um militar da Capitânia dos Portos, que era responsável, pelo material transportado, alimentos, ampolas de gás usado para acender os faróis a noite, óleo diesel para os geradores, materiais elétricos, tintas para a pintura das casas dos faroleiros, dentre outros materiais. As viagens como já foram citadas acima eram programadas e tinham que ser autorizadas pelo ajudante da Capitânia dos Portos que é um oficial logo abaixo do comandante.

Cícero fazia também viagens nas Toyotas Bandeirantes, levando militares para Areia Branca, Guamaré, e outras praias do litoral do Rio Grande do Norte, para fazer vistorias em embarcações e plataformas.

Um oficial amigo de Cícero de Assis, ao passar estas informações, falou que era bom lembrar do amigo Cicero Marcelino, dizendo que tinha muita consideração e apreço por tudo que Cicero fez pela Marinha do Brasil, através da Capitânia dos Portos e agências como a de Areia Branca e Macau. Foi o que relatou o Capitão José Maria Rocha Machado, amigo do saudoso Cicero Marcelino.

A Travessa Cicero de Assis, assim como todas as ruas da Praia de CaraúbasMaxaranguape/RN, foram denominadas por meio de projeto idealizado pelo historiador Ricardo Tersuliano, que contou com o apoio de várias pessoas da comunidade.

O projeto foi levado à Câmara Municipal do município e apresentado, à época, ao presidente da Casa, Evânio Pedro, que o submeteu aos seus pares. Na Câmara, o projeto recebeu o nº 010/2024 em 15 de março de 2024, sendo aprovado com o apoio de todos os edis.

Logo após, o projeto foi encaminhado à Prefeitura e sancionado pela prefeita Maria Erenir Freitas de Lima (Professora Nira), tornando-se a Lei Ordinária nº 1035/2024, de 4 de abril de 2024, concretizando o sonho de muitos moradores de possuir um endereço oficial. Ao todo, foram denominadas três avenidas, dois largos, oito travessas e 44 ruas.

Confira documentos link abaixo:

Lei Municipal nº 1035.2024 – Denominação de ruas e lagos em Caraubas – Publicação (1) CamScanner 26-03-2024 12.47 (1)

A Praia de Caraúbas, distrito do município de Maxaranguape/RN, será a primeira praia do Brasil a contar com todas as placas de ruas contendo nomes de patriarcas e matriarcas das famílias nativas, além de placas com QR Code, que disponibilizam foto, biografia do homenageado e informações históricas e turísticas da cidade.

Abaixo pode-se ver a imagem de Satélite da travessa Cicero de Assis (Cicero de Marcelino), demarcada com uma linha vermelha:

Revisão e edição: Izabel Fernanda (estudante de Jornalismo da UFRN).

Foto: Acervo Pessoal.

Comentários

Uma resposta

  1. Que orgulho vô de toda sua trajetória.
    o senhor é merecedor dessa linda homenagem.
    Sei que daí de cima o senhor está muito feliz, ao lado da sua amada esposa.
    Ela sentindo ainda mais orgulho do senhor!🥹
    Te amo eternamente ✨💙

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